Diagnóstico da Nevralgia do Trigêmio

O que é a Nevralgia do Trigêmio

A Nevralgia do Trigêmio (NT) é um distúrbio caracterizado por dores intensa, abrupta, de curta duração, com características de choque elétrico, agulhamento, facada de um lado do rosto.

A NT é uma doença rara, com prevalência real desconhecida no Brasil. Acomete mais mulheres que homens, numa relação de 2:1. A NT pode aparecer em qualquer idade, o início da doença ocorre, normalmente, após os 40 anos em mais de 90% dos casos, e o pico da idade encontra-se entre os 50 e os 60 anos. Nos pacientes com Esclerose Múltipla a sua incidência é maior que na população geral.

Causas da Nevralgia do Trigêmio

A NT é causada pela compressão proximal da raiz do nervo trigêmeo do tronco cerebral (região do cérebro responsável pelas funções vitais do corpo) por um vaso sanguíneo tortuoso (artéria ou veia). Esta proximidade com o vaso sanguíneo pode levar a lesão no nervo trigêmeo ocasionando impulso elétrico anômalo no nervo, levando a dor. A NT também pode ser causada por tumores (benigno ou maligno), esclerose múltipla ou malformações artério-venosas.

Diagnóstico

A localização da dor é unilateral, com apenas 3% de incidência bilateral e normalmente acomete a região maxilar e mandibular, podendo acometer a região periocular e frontal. È de intensidade lancinante, abrupta, tipo choque elétrico, pontada, agulhada, entre outros sintomas. Os episódios de dor dura entre segundos a dois minutos. Pode haver períodos de remissão espontânea, no decorrer da doença. Ela pode ser desencadeada por estímulo no lado da face acometida como o mastigar, extremo de temperatura e a fala também pode desencadear, entre outros estímulos.

A ressonância magnética e angioressonância magnética são os exames de imagem mais úteis para determinar a presença de lesões como cistos ou tumores, malformações vasculares, placas de esclerose múltipla, além de compressão vascular do nervo trigêmeo.

Tratamento

O tratamento médico da NT é baseado no uso de medicamentos antiepiléticos. A terapia cirúrgica é oferecida somente com a falha do tratamento clínico ou com piora importante da qualidade de vida. A indicação cirúrgica dependerá da causa da NT e da experiência do cirurgião.  Existe ainda técnicas percutâneas relativo ao gânglio de Gasser (do nervo trigêmeo). São intervenções destrutivas, incluindo termocoagulação por radiofrequência, compressão por balão e rizotomia percutânea com glicerol. Os pacientes referem alívio importante com a termocoagulação. Com o decorrer do tempo há uma redução da eficácia pelo procedimento. Na cirurgia com bisturi de raios gama, um feixe de radiação é dirigido à raiz trigeminal na fossa posterior. Um ano após cirurgia com bisturi gama, 69% dos pacientes estão livres de dor sem medicação adicional. Após 3 anos, 52% ainda estão livres de dor.

Todo tipo de tratamento tem que ser detalhado com o profissional médico. Devendo ser avaliado sua indicação, contraindicação, complicações e eficácia de cada tratamento.

Dor Pélvica Crônica

Definição da Dor Pélvica Crônica

A definição proposta de Dor Pélvica Crônica (DPC) é a dor não-menstrual com duração de 3 meses ou mais, localizada na pelve anatômica e severa o suficiente para causar incapacidade funcional e necessitar de tratamento médico ou cirúrgico.

A DPC é um problema clínico muito comum, principalmente nas mulheres em idade reprodutiva, trazendo desconforto em seu dia-a-dia, podendo levar a sérias consequências na vida pessoal, amorosa, profissional e social. Um número significativo dos pacientes pode ter vários problemas associados, incluindo disfunção da bexiga ou do intestino, disfunção sexual e outros sintomas sistêmicos ou constitucionais. Outros problemas associados, como depressão, ansiedade e dependência de drogas, também podem coexistir.

Complicação

Como outras dores crônicas, a dor pélvica crônica pode levar a sofrimento prolongado, problemas conjugais ou familiares, perda do emprego, incapacidade e várias reações médicas adversas decorrentes da terapia prolongada. 

História Clínica

Normalmente a DPC vem associada de outras alterações clínicas que acometem o sistema urinário, reprodutor, intestinal, locomotor, muscular e/ou alterações neuropsicológicas. A história clínica apresentada pelo paciente, às vezes, é um complicador no diagnóstico e tratamento correto pelo profissional. Normalmente há necessidade de uma equipe interdisciplinar no acompanhamento do paciente.

É muito importante a caracterização da dor, como o tempo de duração, a sua localização, os fatores desencadeantes e de alívio, a sua irradiação, a sua intensidade, o tipo de dor (peso, ardendo, queimando, cólica, pontada, facada, entre outros) e os agravos que a dor trás para a vida do paciente. A avaliação do histórico passado e atual obstétrico, urológico, sexual, cirúrgico, articular, muscular, postural e psicológico é de extrema importância para se entender a dinâmica e evolução dos sintomas.

Diagnóstico

O diagnóstico da Dor Pélvica Crônica normalmente é difícil em muitos casos, necessitando experiência clínica e abordagem interdisciplinar (ginecologia, cirurgia geral, clínica da dor, fisioterapia urologia, ortopedista, psicologia, gastroenterologista). 

A história clínica, o exame físico ginecológico, urológico, ortopédico e abdominal juntamente com avaliação psicossocial e psicossexual são primordiais para um diagnóstico bem-sucedido. A relação médico-paciente passa ser primordial no diagnóstico como para o tratamento adequado. 

Os exames são solicitados de acordo com a patologia de base e com a história clínica colhida. Inicialmente são solicitados exames laboratoriais para avaliar as condições clínicas básicas do paciente e a solicitação de determinados hormônios. Os exames de imagem (Ultrassom, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética) são extremamente importantes para o diagnóstico precisos de determinadas patologias.

A laparoscopia pode ser usada como uma ferramenta diagnóstica em pacientes com dor pélvica crônica. Mais comumente, os diagnósticos feitos por meio de laparoscopia incluem endometriose, aderências pélvicas e doença inflamatória pélvica crônica. Outros diagnósticos incluem cistos ovarianos, hérnias, síndrome de congestão pélvica, síndrome do remanescente ovariano, síndrome de retenção ovariana, cistos peritoneais no pós-operatório e endossalpingiose.

Causas

As causas de DPC são inúmeras, podendo ser classificadas por sistemas acometidos. 

Ginecológico

  • Endometriose
  • Adenomiose
  • Mioma Uterino
  • Congestão Venosa Pélvica
  • Doença Inflamatória Pélvica Crônica
  • Dor Miofacial: Contratura dolorosa da musculatura do períneo

Urológico

  • Cistite Intersticial: Dor frequente da bexiga com ou sem relação com a micção
  • Prostatite Crônica: Inflamação crônica da próstata

Ortopédico

  • Osteoartrose da coluna lombar: Causa frequente de dor irradiada para a região pélvica.
  • Dor Miofacial: Dor muscular da região proximal da coxa e quadril
  • Artrose coxo femoral e íleo-sacral

Intestinal

  • Constipação Intestinal
  • Síndrome do Cólon Irritável
  • Colites

Psicológico

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Abuso sexual na infância

Tratamento

O tratamento vai abordar o uso de medicação para dor, como analgésicos, antiinflamatórios e moduladores da dor. As terapias não farmacológicas como fisioterapia uroginecológica, atividade física, acompanhamento psicológico, meditação, yoga são também extremamente importantes. Em alguns casos a cirurgia será necessária.

O importante é entender que a Dor Pélvica Crônica tem a necessidade de acompanhamento médico especializado prolongado, junto com uma equipe interdisciplinar. O paciente e o médico têm que ter uma boa relação, isto fará diferença no resultado a curto ou a longo prazo.

Previna-se da Doença do Alzheimer.

Hoje a prevenção da Doença de Alzheimer é uma importante fonte de pesquisa, já que afeta mais que 5 milhões de pessoas acima de 65 anos nos EUA.  No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, existe algo em torno de 1,2 milhões de pessoas com o diagnóstico. A estimativa é que em 2050 o número seja 3 vezes maior.

A Prevenção 

Existem vários centros de pesquisas pelo mundo voltado na busaca do tratamento. As pesquisas demonstraram fracassos nas descobertas de novas drogas, sem melhora da cognição e com efeitos colaterais importantes. E assim, o que resta é a prevenção. Especialistas acreditam que é possível postergar o surgimento da demência. Diminuindo o número de anos que se passa incapacitado no fim da vida. A possibilidade de “comprimir” a morbidade é fundamental, tanto em termos emocionais quanto econômicos. A doença não só atinge o doente mais também a seus familiares e a sociedade.

Estilo de Vida Saudável 

Pesquisas já identificaram muitos fatores cruciais que moldam a saúde de nosso cérebro, dependendo do estilo de vida. O que chamam de Dieta da Mente (rica em frutas vermelhas legumes, verduras, grãos integrais e nozes) diminui o risco de uma pessoa desenvolver Doença de Alzheimer. As pessoas mais engajadas na atividade física, na convivência social e nas atividades intelectuais ajudam a reforçar as habilidade do cérebro de lidar com a doença. Assim ajudando a pessoa a compensar eventuais perdas da capacidade mental. O psicólogo  cognitivo Fergus Craik, demonstrou em alguns casos que o bilinguismo retarda a aparição da demênca em até quatro anos. E  o neuropsicólogo Robert Wilson refere a que a segunda língua e a música retardadam o aparecimento da doença. O que vem se comprovando é que quanto  maior o tempo de estudo maior é a saúde do cérebro, à medida que envelhecemos.  

Um Ideal 

Outros fatores também foram implicados por mais anos de vida saudável. Um deles é ter um propósito de vida. Ter intensões e metas claras e encontrar sentidos nas experiências de vida. Trabalhos demonstram que o propósito de vida diminui em 2,5 vezes as chances em desenvolver a doença.
A conclusão dos pesquisadores por trás de todas essas influências é o engajmento positivo, com aumento na atividade social, física e cognitiva estão todos associados a um risco reduzido de demência de Alzheimer.

A Genética

 Acreditávamos até a pouco tempo que a genética era determinante para característica de um indivíduo.  O desenvolvimento de uma doença pode está em um código genético. A ciência vem mostrando que nossos hábitos de vida como alimentação, atividade física, stress, poluição podem ter efeito direto sobre esse código genético. Dependendo do nosso modo de vida um determinado gen pode ser ativado ou inibido. Isso significa que mesmo que a nossa genética seja determinante, um estilo de vida saudável, pode ser crucial para que este código genético não apresente suas características fenótipicas (desenvolver a doença). Mas o contrário também pode ocorrer. 
 
Hoje a população espera por um tratamento eficaz para Doença de Alzheimer. As pesquisas em novos medicamentos esbaram em muitos efeitos colaterais e falta de eficácia na melhora da cognição desses pacientes. O que nos resta é a prevenção com atividade física, alimentação saudável, meditação, convívio social saudável, abolir o tabagismo.. Com este estilo de vida não só diminuirá e/ou retardará início do Alzheimer como diminuirá a incidência de Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes, Obesidade, Doença Vascular Coronariana e Cerebral, entre outras. Assim a qualidade de vida irá melhorar para todos, aumentando “Vida” aos anos.

Melhore a Memória com Meditação

Praticantes de ioga e meditação dizem que a prática acalma a mente. Trabalhos estão agora provando que a prática faz muito mais. Estudo realizado pela Universidade da Califórnia, Los Angeles, Universidade de Adelaide, na Austrália mostrou que pode ser particularmente eficazes em adultos mais velhos, que enfrentam problemas com sua memória.

Meditação e Memória

Os investigadores mostraram correlações significativas entre conectividade entre regiões de memória declarativa de longo prazo. Os pesquisadores também observaram a melhora da memória visual, espacial e verbal e taxas de depressão mais baixas. Mostrou que melhorou o desempenho da memória verbal correlacionada com o aumento da conectividade em diferentes áreas do cérebro. Este foi o primeiro estudo a analisar e comparar a conectividade neural e memória associada a uma intervenção de yoga e meditação em grupos de idosos com comprometimento cognitivo leve. 

Meditação e Pressão Arterial

 O estudo mostra que a meditação tem efeito na memória. Também observou a redução da pressão arterial (PA), onde a meditação está provando maior beneficio. A American Heart Association declarou que a meditação transcendental (MT) atua para reduzir a PA e estudos realizados na Universidade de Lanzhou, na China tem evidências para tal fato. A PA diastólica foi também reduzida. Em termos de PA diastólica, parecia que MT pode ser mais eficiente como intervenção de curto prazo. E também em indivíduos com níveis mais elevados de pressão arterial.

Meditação e Stress

Focar a mente com a meditação parece ter uma ampla gama de outros benefícios. Pesquisadores da Carnegie Mellon University mostrou que MT também pode reduzir a inflamação e, portanto, a saúde em geral. Um estudo foi realizado com 35 pessoas adultas com stress e desempregadas. Foram colocadas em um programa de meditação de 3 dias intensivos. Esse estudo revelou que a meditação tem maior conectividade funcional entre a rede de neurônio de atenção executiva. Observaram ainda, um menor nível de marcadores da inflamação no sangue. Os pesquisadores concluíram que o programa de meditação parece ajudar a função cerebral através de uma maior conectividade entre as áreas cerebrais. Isto permitiu que o cérebro passasse a controlar o stress e, portanto, reduzir os níveis de inflamação.

 Sabemos que a inflamação crônica tem sido associada a uma série de problemas de saúde, tais como doenças cardíacas, diabetes, câncer, depressão e doença de Alzheimer. Usando meditação como mecanismo de controle, pode ser uma ferramenta para ajudar os pacientes a melhorarem a saúde mental, emocional e física. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como Geriatra no Rio de Janeiro
 

 

Fatores de Risco para Doença de Alzheimer

Genética

A demência não é consequência direta do envelhecimento, mas o fator de aumento do tempo de vida das pessoas aumenta a chance do aparecimento da demência. Próximo a 95% de todos os casos de Alzheimer é de início tardio, após os 65 anos de idade.

Atividade Intelectual

As pessoas com nível de educação superior tem probabilidade reduzida de desenvolver a doença de Alzheimer. Atividades cognitivas ou com estimulação do raciocínio, como leitura, palavras cruzadas, fazer quebra-cabeças ou jogar jogos também têm sido relacionadas a um risco reduzido. A vida social, com outras pessoas tem importância crucial na preservação das conexões cerebrais. Trabalhos recentes tem demonstrado que o aprendizado de uma segunda língua está relacionada a um retardo do aparecimento da demência em 4 anos.

Prevenção

Pessoas que vivem com mais de um fator de risco aumenta muito a sua probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer. Enquanto isso, aquelas que praticam atividade física regular ao longo da vida, reduzem seu risco em cerca de 40%.

O importante é nos mantermos ativos física e mentalmente. Buscar sempre  a tentativa se prevenir dos fatores de risco e tratá-los quando já existirem. Podemos ter um envelhecimento saudável, ativo e feliz.

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A agitação na demência

 Alteração Comportamental na Demência

A agitação na demência é muito comum. Ela pode ser persistente e angustiante e pode levar à desagregação do cuidado a este paciente. Pode aumentar, em muito, a chance de asilamento pelo stress familiar. Este é um sintoma muito frequente na consulta médica. O profissional de saúde tem que abordar vários fatores familiares e individuais do paciente. Abordagem esta, incluí uma análise prévia da demência, passando pela personalidade, preferências, comportamento, entre outras características do paciente e da família.

A maioria das pessoas que convivem com estes pacientes, em muitos momentos, não conseguem entender o porquê daquela agitação. Isto favorece que o cuidador tenha determinada conduta, que acaba por piorar a agitação. Essa queixa é levada ao médico, e se este não tiver conhecimento adequado da evolução da doença e da dinâmica familiar e das características do paciente, acaba por medicá-lo em demasia e favorecendo as complicações decorrentes destes medicamentos.

Síndrome do Pôr do Sol

Uma alteração previsível e muito comum na demência, em um estágio intermediário, além dos esquecimentos clássicos é a apresentação de uma inquietação no final da tarde, onde pode piorar no decorrer da noite e muitas vezes não conseguir dormir. Esta agitação pode ser desde uma ansiedade, o que o faz andar pela casa e não conseguir ficar sentado, passando por alucinação visual e/ou auditiva, achando que não está em sua residência, sensação que está em perigo até a agressão física de seus familiares. Conhecemos estes sinais e sintomas como síndrome do entardecer ou síndrome do pôr do sol

Alteração da Rotina

 Uma causa também frequente de agitação é quando este paciente é tirado de sua rotina. Um almoço de domingo com todos os filhos e netos, para alguns pacientes, pode ser um stress importante e motivo de agitação. É muito comum também, ao levar o idoso para passar alguns dias na casa de um filho. Ao chegar lá é provávelque peça para ir embora e podendo ter alteração de comportamento. A mudança de cuidador pode ser uma grande dor de cabeça, devido à alteração do comportamento com o novo cuidador. A discussão no ambiente do paciente é outro fator importantíssimo de agitação. O ambiente dever ser o mais tranquilo possível.  No paciente demenciado, com alteração importante da cognição, não é aconselhável tirá-lo de sua rotina. Esta traz estabilidade emocional por estar em um ambiente conhecido e com pessoas também conhecidas.

Conduta na Agitação

Pesquisa recente revelou que o cuidado centrado na pessoa, treinamento de habilidades de comunicação e mapeamento do cuidado do paciente com demência diminuiu agitação sintomática em pacientes em cuidado domiciliar. Intervenção comportamental, sensorial e musicoterapia também reduziu a agitação, enquanto aroma terapia e terapia de luz não demonstrou eficácia. Os autores do estudo concluíram que as estratégias baseadas em evidências podem reduzir a agitação em lares em que as intervenções futuras devam se concentrar em uma aplicação coerente e de longo prazo através da formação das pessoas.

Em muitos momentos é necessário o uso da medicação.  Ela seria tanto para o alívio do  sofrimento do paciente como para o stress familiar. O interessante é que quando conhecemos o paciente e a relação dele com o ambiente em que vive , incluindo as pessoas ao seu redor,  com as orientações adequadas,  conseguimos reduzir a medicação ou até mesmo, a sua suspensão. Com isso evitamos agitações recentes e futuras, tendo uma abordagem terapêutica preventiva.

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Prevençao da Dor pelo Herpes Zoster

O Herpes Zoster

O vírus da varicela-zoster (responsável pela catapora) está presente em quase todos os adultos, mesmo aqueles que não tiveram a manifestação da doença e tem uma boa chance do vírus ainda estar alojado no seu corpo. O vírus da varicela-zoster pode permanecer inativo por décadas, sem causar nenhum sintoma. Em algumas pessoas, o vírus é ativado (baixa imunidade) e viaja ao longo do nervo periférico (do tronco, da face, dos membros) de uma determinada raiz nervosa. Normalmente sempre de um lado do corpo (direito ou esquerdo). O resultado é uma erupção cutânea com formação de vesículas e placa avermelhada e dolorosa, seguindo sempre uma raiz nervosa, caracterizando a doença Herpes Zoster.

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O Herpes Zoster (HZ) é uma doença viral oriunda da reativação do vírus da caxumba. Acomete, em mais de 50% dos casos, pessoas acima de 60 anos. Sua complicação maior é a dor. Ela pode persistir por mais de 3 meses do início da patologia, na região da pele acometida. Esta dor é conhecida como Neuropatia Pós Herpética (NPH). Caracteriza-se por uma dor persistente com característica de facada, formigamento, fisgada, queimação, sensação de inseto andando, entre outras características. 

A NPH ocorre em 30% dos casos da manifestação inicial do HZ. Acomete a qualidade de sono, evolui com ansiedade, depressão, isolamento social, síndrome de imobilidade, perda de massa muscular, ou seja, acomete as condições clínicas gerais do paciente. A dor do Herpes Zoster pode diminuir muito a qualidade de vida. 

A Vacinação

Orientação da vacinação acima de 60 anos pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM)

  •  Vacina recomendada mesmo para aqueles que já desenvolveram a doença. Nesses casos, aguardar intervalo mínimo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina. 
  •  Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina.
  •  O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico 

Nas pessoas que já apresentam a NPH devem procurar profissionais habilitados no tratamento. A Neuropatia Pós Herpética tem características terapêuticas peculiares, onde analgésicos simples não surtem efeito.

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